Perpetuado pela cultura Ocidental como símbolo de protecção e poder, o olho de Hórus ou “Udyat” emerge no “tempo de Deus” da civilização egípcia, cuja História começa a ser fundamentada a partir do ano de 3500 a.C. 
Numa das interpretações da lenda, Osíris foi a primeira divindade a sentar-se no trono do Egipto unificado (Alto e Baixo Egipto), embora por um breve período de tempo. O seu irmão, a divindade Seth, mata-o e despedaça-o em tantos bocados quantos eram as províncias do Alto e Baixo Egipto. Ísis, mulher de Osíris, reúne o seu corpo e concebe um filho sem relação: Hórus. Seth tenta eliminá-lo logo na sua infância; transforma-se numa cobra venenosa e morde-o. Ísis, pede auxílio aos Deuses da Barca Solar e as suas preces são ouvidas; a barca pára e a terra mergulha na escuridão e caos. Os poderes de Rá (Deus do sol) curam-no; Toth exorciza o veneno do corpo de Hórus em seu nome. Posteriormente, Seth e Hórus envolvem-se em combates e mutilam-se mutuamente; Hórus castra Seth, privando-o assim do seu poder e por sua vez, Seth, arranca o olho esquerdo a Hórus que perde a visão. O olho de Rá - o supremo poder criador - substituiu o olho de Horús, mas não o levou a recuperar a totalidade da visão. O poder de Hórus foi então reforçado com uma serpente sobre a sua cabeça, possibilitando-lhe recuperar e organizar novos combates que culminaram na vitória sobre Seth. Hórus torna-se assim no arquétipo dos faraós: o Deus Sol (Rá) representado na terra e o triunfo sobre o mal. Os faraós traçam a sua linhagem a partir de Hórus, que se encontra representado nas serpentes esculpidas nas suas coroas e no modo como maquilham os olhos.
Os elementos pictóricos do olho de Hórus são habitualmente complexos e apresentam uma sofisticação, paradigmática do posicionamento social dos faraós.
No entanto, a sua inserção na denominação social da empresa, a sua utilização latina como letra R, fez com que a sua representação gráfica fosse despojada, ou seja, como que um esboço para provocar o menor ruído possível na leitura da palavra. O logótipo é assim indissociável da palavra - A par - permitindo a leitura da denominação social empresa e o seu significado encontra-se estreitamente articulado com a sua utilização ao longo da História.
De acordo com Robert F. O’Shea, médico de Brisbane (Australian Prescriber 1995; 84-5) “o símbolo “olho de Hórus” surgiu há aproximadamente 5000 anos”. A crença da indestrutibilidade associada à simbologia deste amuleto torna-o também, num facilitador do renascimento, presente no magnífico peitoral de Tutankhamon, 1300 anos mais tarde.
Médicos egípcios recorriam à protecção e ao poder do deus Hórus, usando o olho como símbolo. Mais tarde, médicos gregos (850 a.C.) adoptaram este símbolo como signo de Apolo, deus do sol. Pretendendo ser uma evocação do anjo Rafael e da sua réplica, Responsum Raphaelisa, a igreja católica cristianizou este símbolo, escrevendo-o com um duplo R. A letra R do latim recipe (receba esta prescrição ou tome estes princípios activos), perdurou até aos nossos dias como o símbolo de protecção, presente em todas as prescrições médicas. Na língua portuguesa, o significado da denominação social da empresa, desdobra-se em conhecimento e paralelismo. Significa conhecer e estar informado. E, significa também, “estar junto de”, “ao lado de”.
No contexto dos serviços domiciliários, o seu significado inscreve-se numa atitude de respeito pelo ritmo de cada evolução que aceita os seus progressos a par dos seus limites, dentro da especificidade individual. Traduz a convicção da construção gradual de todo e qualquer projecto, onde cada esforço e conquista exigem conhecimento e dedicação: A par e passo. Sugere ainda, reciprocidade, remetendo para a natureza de complementaridade dos serviços prestados, a saber, a par da família, a par dos serviços de saúde, a par de todas instituições públicas ou privadas que se torne pertinente recorrer.